Estação Araras
      

Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1876-1971)
FEPASA (1971-1997) 

ARARAS 
Município de Araras, SP 
Linha-tronco original - km 134,515   P/RD-02 
Ramal de Descalvado - km 134,515   Inauguração: 10.04.1876 
Uso atual: abandonada    sem trilhos 
Data de construção do prédio atual: 1891 

HISTORICO DA LINHA: Em 1876, a Paulista abria o primeiro trecho, partindo de Cordeiros até Araras, do que seria o prolongamento de seu tronco. Em 1880, a linha, com o nome de Estrada do Mogy-Guassú, atingia Porto Ferreira, na mesma época em que a autorização para cruzar o Mogi e chegar a Ribeirão Preto foi indeferida pelo Governo Provincial, em favor da Mogiana. A linha, então, foi desviada para oeste e atingiu Descalvado no final de 1881, seu ponto final. Em 1916, as modificações da Paulista na área entre Rio Claro e São Carlos, na linha da antiga Rio-Clarense, fizeram com que o trecho fosse considerado como novo tronco, deixando a linha a partir de Cordeiros como o Ramal de Descalvado. Desde o começo em bitola larga (1,60m), ele funcionou para trnes de passageiros até julho de 1976 (Pirassununga-Descalvado) e até fevereiro de 1977 (Cordeirópolis-Pirassununga). Trens cargueiros andaram pela linha até o final dos anos 80. Abandonado, o ramal teve os trilhos arrancados entre 1996 e 1997, sobrando apenas o trecho inicial até Araras com seus trilhos enferrujando ao tempo. 

A ESTAÇÃO: Inaugurada em 1877, como ponta de linha, atendendo à então Nossa Senhora do Patrocínio das Araras, com "duas cadeiras de instrucção publica para ambos os sexos. Tem 5.495 habitantes, sendo 2.065 escravos. Vila em 1871. A boa qualidade das terras para a lavoura do café explica o rapido desenvolvimento desta povoação.". O primitivo galpão de madeira foi substituído em 1882, pelo prédio que viria a ser o definitivo, tendo este sido reformado várias vezes, a última delas nos anos 20, tomando a forma atual. O primeiro prédio a ser utilizado somente como armazém foi entregue em 1887. Em 1924, o segundo armazém foi construído. Os dois prédios estão no local hoje. Ao lado da estação foi construída a fábrica da Nestlé, que utilizou a estação para receber óleo combustível até quase 1990. Em 18 de fevereiro de 1977, o trem de passageiros passou por Araras pela última vez, em direção a Cordeirópolis. Depois de fechada, nos anos 80, foi abandonada. Nos anos 50, foi construída a avenida Zurita, que ia da cidade à frente da estação. Porém, em 1991, a Nestlé, que tinhas unidades em ambos os lados da rua, conseguiu o fechamento desta, murando a rua. Em troca, ela promoveu a restauração da estação, mas um ano depois ela já estava novamente abandonada, sem conservação da Prefeitura nem da Fepasa. Hoje, está completamente abandonada e depredada, sem portas ou janelas, e com paredes internas caídas. Os trilhos foram mantidos até a estação; daí para a frente, em fins de 1998, foram arrancados. Um relato de 04/02/1999, de Rodrigo Cabredo, diz: "As casas de funcionários da Paulista que ficavam na frente da estação de Araras foram quase todas mutiladas. Trocaram as janelas de madeira por modernas e pequenas janelas do tipo "Sasasaki". A mais bonitinha escapou. A estação, então, nem se fala! Como arrancaram os trilhos, a terra ficou nua e o mato cresceu a uma altura de três metros! Isto é que é respeito ao patrimônio..". Em abril de 2000, a Prefeitura da cidade desapropriou a área, prometendo a restauração da estação e dos armazéns, mas até março de 2001, a situação continuava de abandono, embora a Prefeitura já houvesse comprado a área efetivamente do inventário da Fepasa, agora nas mãos da Refesa. Um dos galpões estava sendo usado como centro de eventos, em condições precárias, para lançamento de livros e outras atividades. A área dos trilhos, em frente à plataforma, foi limpa e os trilhos, enferrujados, estavam lá, aparentes. Os trilhos foram finalmente e infelizmente retirados no final de 2002. Pelo leito passou-se a linha de abastecimento da região. A estação está abandonada como nunca esteve. Os galpões, até aquele dos eventos, está todo destelhado. O mato cresce dentro e fora dele. Creiam, até três das quatro árvores da praça que fica confinada entre a fábrica da Nestlé e a estação secaram. 
 


Estação de Araras no início do século, ainda com duas plataformas. Foto cedida por João Mello

Estação em 1918. Foto do álbum dos 50 anos da Paulista

Estaçâo de Araras em 1929. Extraído do livro de Gerodetti e Cornejo, Lembranças de São Paulo 3, 2003.

A estação em 15/10/1996, totalmente abandonada. Foto do autor

A estação em 15/10/1996, totalmente abandonada. Foto do autor 

Em 15/04/2000, a depredação aumenta. Foto do autor

Em 01/03/2003, a depredação não tem fim. Foto do autor

Em 01/03/2003, a depredação não tem fim. Foto do autor

O galpão das locomotivas em 01/03/2003. O prédio é de 1882. Foto do autor

Fonte: Estaçõesferroviarias.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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