CINE
THEATRO SANTA HELENA
Este cine-teatro, inaugurado em 1930, era de propriedade do Sr. Gerólamo Gaino e
já nasceu imponente e luxuoso. As linhas arquitetônicas do Santa Helena - em
partes mantidas até hoje - lembravam muito as salas de espetáculos da "belle
époque" francesa do início do século XX. Na época de sua inauguração, os filmes
mudos estrelados por Greta Garbo, Chaplin e o Gordo e o Magro, ainda eram
exibidos. No seu início, também era utilizado para peças de teatros e recepções
a políticos e pessoas importantes da época.
Mais tarde, essa sala de espetáculos foi propriedade do Sr. Fausto Esteves,
experiente empresário da vizinha cidade de Limeira, sob a razão social de
Esteves Jr. & Cia.
O Santa Helena foi o mais importante local de entretenimento de Araras até a
inauguração do Cine Araruna. Nos seus bons tempos, exibiu grandes produções do
cinema mundial como "Sansão e Dalila", "E o Vento Levou", "O Morro dos Ventos
Uivantes" e inúmeros outros sucessos, sempre com grande platéia. Também foi
palco de apresentações ao vivo de celebridades do rádio, como Emilinha Borba,
Inezita Barroso e Ranchinho, Inhana e Cascatinha entre outros.
Depois do surgimento do Araruna em 1958, o Santa Helena teve um papel secundário
no cenário ararense e não resistiu à decadência das grandes salas de cinema a
partir dos anos 80. Sobreviveu um pouco mais que seu concorrente da Praça Barão,
exibindo filmes até meados dos anos 90, quando era o único cinema da cidade. Uma
de suas últimas grandes exibições foi o "Exterminador do Futuro 2", com Arnold
Schazneiger, com todas as sessões lotadas.
Mas também teve o mesmo destino de outros tantos grandes cinemas do Brasil;
serviu de sede para igrejas, e hoje, depois de seu tombamento pelo Patrimônio
Histórico, resiste bravamente à ação do tempo na espera de uma solução por parte
das autoridades ararenses.


O Santa Helena em meados da década de 30.

CINE
ARARUNA
Inaugurado em 4 de junho de 1958, com o filme "Assim Caminha a Humanidade", o
majestoso Cine Araruna foi construído para ser um dos maiores cinemas da região.
Com capacidade para 1.100 pessoas, o imponente prédio situado na Praça Barão de
Araras foi por muitos anos o "point" da juventude ararense. Suas linhas
arrojadas, fugindo do convencional para a época, chocaram a cidade que criticou
os arquitetos. Aquele maravilhoso mural de pastilhas coloridas, formando uma
arara-canindé, pisos de granito polido com figuras geométricas em fitas de
bronze e aquela rampa em espiral, dando acesso ao salão e à sala de espera,
foram projetadas para serem reconhecidas anos depois.
Nos seus tempos áureos, o Araruna lotava sempre. Quando anunciava as
superproduções, a propaganda era esmerada como nos grandes cinemas da Capital,
como o "Moisés" de seis metros de altura montado na marquise da entrada ou o
"Ben-Hur" de oito metros ao lado do luminoso do cinema. Na década de 60, o
"Festival Tom & Jerry" às dez da manhã era lotação certa. Nas tardes de domingo,
sempre havia matinée com os filmes de Mazzaropi que mereciam até cinco sessões.
Já nos anos setenta, as matinées ficavam a cargo dos filmes dos Trapalhões e a
fila dava voltas no quarteirão.
A partir dos anos 80 o Araruna entrou em decadência e oferecia, na sua maioria,
filmes de pornô-chanchadas.
Sua última apresentação foi numa noite fria de 31 de outubro de 1989, quando uma
platéia de menos de 30 pessoas assistiram "A Princesa Xuxa e os Trapalhões".
Depois de servir por alguns anos de estacionamento, o grande Cine Araruna virou
igreja.


Vista da loja Retalândia, local onde mais tarde
seria as Casas Pernanbucanas

Vista da loja Casas Pernambucanas, onde mais tarde
seria construído Cine Araruna

O Cine Araruna já abandonado em meados da década
de 90.

O auge do Araruna. Foto de 1960.

Vista do hall de entrada e rampa de acesso.

Mosaico de pastilhas coloridas formando a arara.
CINE
ENGENHO GRANDE
Podem acreditar: a cidade de Araras chegou a ter três cinemas! A terceira sala
de projeções ararense foi construída na colônia da Usina São João, bem em frente
ao Estádio Engenho Grande. Com o mesmo nome da praça esportiva, o Cine Engenho
Grande servia às pessoas que viviam na Usina e funcionava somente nos finas de
semana. Foi inaugurado em 1958, mesmo ano do Cine Araruna.
Assim com os outros dois cinemas de Araras, não resistiu à crise da sétima arte
nos anos 80 e fechou suas portas. Mas seu prédio permanece intacto nos dias de
hoje.

THEATRO APOLLO
Pouco conhecido pelos ararenses dos dias atuais, o magnífico Theatro Apollo foi
construído em 1914 pela firma Antônio Eulálio & Cia. na Rua Tiradentes onde hoje
se localiza (...). }Além de teatro, o Apollo abrigava cinema, salão de baile,
pista de patinação, reuniões políticas e restaurante; possuía 400 cadeiras e 26
frisas e era dotado de ótima acústica e conforto para a época.
Suas dependências também foram sedes da Sociedade Dançante Recreativa Familiar
21 de Outubro (fundada pelo Maestro Francisco Paulo Russo e proporcionava aos
sócios dança, jogos lícitos, festivais lítero-musicais etc) e do Centro
Recreativo Operário 1º de Maio (que promovia festas e bailes).

Fachada do Theatro Apollo na Rua Tiradentes.
Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo
Inaugurado em 1991, o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo foi
projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer*, com 466 lugares em seu auditório
principal e outros 126 lugares no auditório menor em seu subsolo. De 1995 à
2005, através da parceria com membros da Sociedade Civil de Apoio ao Teatro e a
Secretaria de Estado da Cultura, o Teatro foi equipado com todas as instalações
necessárias para os mais diversos eventos de manifestação cultural local,
nacional e internacional. A partir de 2005, passou a ser administrado pela
Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA).
* Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu em 1907 na cidade do Rio de Janeiro.
Recebeu, em 1934, o diploma de Engenheiro Arquiteto pela Escola Nacional de
Belas Artes, no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida profissional em 1935, no
escritório de Lúcio Costa, também no Rio, e lá conheceu Le Corbusier e Gustavo
Capanema.

CASA
DA CULTURA
A Casa da Cultura de Araras foi construída em 1898 por Victor Dubrugas para
funcionar como cadeia e fórum. Tombado pelo patrimônio Artístico do Estado em
1977, esse prédio localizado no lado oposto da Praça Barão, foi reformado e
adaptado para tal em 1982. Hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura,
exposições e eventos culturais.

Festa das
Árvores


