Como tudo começou
      

As primeiras referências sobre Araras datam do princípio do século XVIII, quando foi iniciada nesta região a divisão das terras em fazendas. O início da formação da cidade pode ser tomada a partir de 19 de maio de 1865,quando foi doado um terreno para o patrimônio da Igreja Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira da cidade. 

Por isso, em Araras, dia 15 de agosto - Dia da Padroeira - é feriado municipal. A povoação foi elevada à categoria de " Vila " em 24 de março de 1871 e a " Cidade " em 1879. Em 1892, foi instalada a Comarca. 

Outros dados

Formou-se o 1º núcleo de habitações por volta de 1862 , em território que pertencia ao município de Limeira.  Em 19 de maio de 1865,  Bento  Lacerda Guimarães (posteriormente Barão de Araras) e sua esposa, fizeram a doação de um terreno para a Igreja Nossa Senhora do Patrocínio. 

O povoado cresceu a redor "Pátio Grande"  onde se encontrava  " A Capela " cujo pátio, mais tarde, recebeu o nome de Praça Barão de Araras.

A capela era conhecida como Nossa Senhora do Patrocínio das Araras. A designação "das Araras" era devido à proximidade desta ao ribeirão que era assim chamado.

Pela lei provincial nº 29  de  24 de março de 1871, a "capela" foi elevada à categoria de vila, passando a constituir um município.

A  1ª  eleição  de  vereadores  realizou-se em  7 de setembro de 1872  e seus representantes  tomaram  posse em  7 de janeiro de 1873  ficando nesta data instalado o município. A  história  inicial de Araras pode ser dividida em dois períodos: o primeiro, quando  das  sesmarias surgiram  as grandes fazendas de café, responsáveis pelo  seu  progresso  inicial  do  local;  e o segundo,  quando  os  imigrantes, principalmente  os   italianos,   aqui  chegaram   e    incorporaram-se  à   vida econômica.  Tornaram-se,  assim,  responsáveis  pela   rápida   recuperação do  lugar  que sofreu os prejuízos da  abolição da escravatura  com  a falta de mão-de-obra  para  a   lavoura.  A imigração é,  também,  a  responsável  pela formação  da população de Araras, cujas raízes se encontram  na  população européia.  No século XIX, com o ciclo do café, os italianos aqui chegaram em sua maioria, bem como os portugueses, suíços, alemães além da imigração  forçada do escravo negro. 

Por ordem cronológica e tendo como fonte de dados o livro "As nossas riquezas volume V  de João Netto Caldeira tem-se  relatado os acontecimentos:

·          Juízo de Paz - Juntamente  com  a  Câmara  Municipal  foram  eleitos a  7 de setembro de 1872 os juizes de paz.

·          Cidade - A Vila de Araras foi elevada à categoria de Cidade pela lei provincial nº 27 de  2  de  Abril de 1879  (dois anos após da inauguração  da estrada  de ferro). A igreja matriz (até então um prédio de madeira e barro) teve como seu arquiteto o  engenheiro  Dr. Tristão Franklin de Alencar Lima.  A  1ª  pedra  do edifício  foi  lançada em 15 de agosto de 1879.  Com festa popular, ao som da banda  musical  regida  pelo prof.  Benedito  Silvestre Corrêa.  As obras foram concluídas em 27 de janeiro de 1881.

·          Iluminação -  Araras  foi  dotada  com  seu  primeiro  serviço  de  iluminação pública  em  1889  através de lampiões. A  luz  elétrica  foi  inaugurada  em princípio de 1905.

·          A Abolição -  Em  Araras  antes mesmo  da  lei da  Abolição da escravatura, em 8 de Abril de 1888 era festejada a libertação do último escravo do município. 

·          Imigração Italiana -  Por  ocasião  ao  advento da  república  teve  início  a corrente  migratória italiana, que fez com que a população duplicasse de 1890 a 1900.

·          Tribuna do Povo -  Data  de  16  de  janeiro  de 1892 o  primeiro  número da " Tribuna do Povo ",  fundada  por  Pedro  Augusto  do  Carmo  foi  o primeiro periódico que se pubícou em Araras.

·          Primeiro Governo Constituicional na República -  A   primeira  eleição municipal no  regime  republicano  realizou-se  a  30  de  agosto  de  1892. A  câmara  ficou  composta  de  Justiniano  W. de  Oliveira,  Antonio Pires Penteado, João Pedro de Souza, Dr. Clementino R. de Novaes Canabrava, Pedro Ivo de Castro,  Antonio de Pontes,  Albano dos Santos Silva e João Roberto Soares.

·         Matadouro - A  3  de abril de 1893 foi inaugurado o matadouro para explorar pelo prazo de nove anos o serviço de matança de rezes.

·          Mercado -   A   adminstração  municipal   foi  quem  construiu  o   primeiro mercado público em 1894. 

·          Jardim Público -  Foi  inaugurado  a  15  de novembro de 1894.  O  primeiro coreto  foi construído  em  1901  pelo  artista Octavio Monti.

·          Colégio -  O  colégio  Nossa Senhora Auxiliadora  foi  inaugurado em  02 de fevereiro de 1895  às " filhas de Maria Auxiliadora " pelo  Barão de Araras. A primeira diretora do colégio foi a Irmã Mathilde Bouvier.

·          Abastecimento de Água - O serviço de abastecimento de água foi inaugurado a 06 de outubro de 1895. As obras de canalização foram executadas em 1904 pelo engenheiro Dr. João Duarte Junior, da Escola Politécnica de São Paulo.

·          Sociedade Operária Humanitária Italiana -  Foi  fundada  a  05  de  julho de 1896. A  sociedade italiana  teve como médico dos seus associados o  Dr. Luiz Narciso   Gomes   -  que  sempre  prestou  gratuitamente  os  seus  serviços profissionais   -  durante 24 anos  -   até seu falecimento.  O  governo  italiano  o distinguiu  com o diploma de médico honorário pela Academia Físico - Químico de Palermo.

·          Feiras - Pela lei de 3 de Outubro de 1898 foram instituídas as feiras periódicas. A 1ª exposição industrial,  agrícola e pecuária realizou-se  a  12 de Outubro de 1929. A finalidade desta exposição a de demonstrar a capacidade e variedades de produção e industrialização dos produtos.

·          Cadeia e Fórum - Foi construído pelo Estado em 1898, tendo como arquiteto o Dr. Victor Dubugras.

·          Escola de Trabalhadores Rurais - Foi criada pela lei nº 24 de 2 de junho de 1902. Instituição  mantida  pelo  município e subvencionada pelo Estado. Teve como autor de seu plano o agrônomo João Pedro Cardoso. Os alunos recebiam aulas  teóricas  e  práticas  e  recebiam  um  pequeno  salário  pelos  serviços prestados.  Nas aulas teóricas recebiam noções de agronomia, física, química agrícola, botânica, aritimética, zootecnia etc. O curso completo era de dois anos. Na seção prática aprendiam método de preparação do solo, adubação, plantio, etc. Haviam na escola grande cultura de maçã e abacate.

·          Festa das Árvores - A 01 de fevereiro de 1902 foi criado um bosque Municipal. Para a conservação desse bosque foi instituída pela lei nº 25 de 02 de junho de 1902 a festa das árvores, que foram as primeiras a serem realizadas no Brasil.

·          Santuário do Coração de Jesus - Sua construção teve início em 1902.

·          Grupo Escolar - Data  também de 1902  a construção  do  Grupo Escolar. Foi seu primeiro diretor o Prof. Justiniano Freire da Paz.

·          Empresa Telefônica - Começou a funcionar a 15 de junho de 1898, mas foi a 03 de setembro de 1909 que a firma  passou  a ser  Carvalho & Irmão Cia  e  a  Câmara concedeu por 20 anos a esta firma a exploração do serviço telefônico no município.

·          Luz Elétrica - Foi inaugurada em 1905.

·          Santa Casa - Foi fundada a 25 de março de 1906 tendo como  idealizador  o Dr. Luiz Narciso Gomes. O hospital deveria ter seu nome mas ele propôs que denominasse " São Luiz " como  justa  homenagem  a  alguém  cuja  vida tão piedosa  e  cheia  de  virtudes  poderia justificar  plenamente a sua  indicação. A 11 de novembro de 1908 foi solenemente inaugurado o "Hospital São Luiz".

·          Serviço Postal - Teve seu 1º agente nomeado em 1912.

·          Estradas de Rodagem - Foi oficialmente inaugurada em 02 de julho  de 1922 a estrada de rodagem oficial de São  Paulo a Ribeirão Preto.

·          Pedregulhamento das Ruas - Foi iniciado em setembro de 1923.

·          Biblioteca - Foi criada pela lei nº 18 de 23 de Abril de 1948.
Fonte: Prefeitura Municipal de Araras


CINE THEATRO SANTA HELENA
Este cine-teatro, inaugurado em 1930, era de propriedade do Sr. Gerólamo Gaino e já nasceu imponente e luxuoso. As linhas arquitetônicas do Santa Helena - em partes mantidas até hoje - lembravam muito as salas de espetáculos da "belle époque" francesa do início do século XX. Na época de sua inauguração, os filmes mudos estrelados por Greta Garbo, Chaplin e o Gordo e o Magro, ainda eram exibidos. No seu início, também era utilizado para peças de teatros e recepções a políticos e pessoas importantes da época.
Mais tarde, essa sala de espetáculos foi propriedade do Sr. Fausto Esteves, experiente empresário da vizinha cidade de Limeira, sob a razão social de Esteves Jr. & Cia.
O Santa Helena foi o mais importante local de entretenimento de Araras até a inauguração do Cine Araruna. Nos seus bons tempos, exibiu grandes produções do cinema mundial como "Sansão e Dalila", "E o Vento Levou", "O Morro dos Ventos Uivantes" e inúmeros outros sucessos, sempre com grande platéia. Também foi palco de apresentações ao vivo de celebridades do rádio, como Emilinha Borba, Inezita Barroso e Ranchinho, Inhana e Cascatinha entre outros.
Depois do surgimento do Araruna em 1958, o Santa Helena teve um papel secundário no cenário ararense e não resistiu à decadência das grandes salas de cinema a partir dos anos 80. Sobreviveu um pouco mais que seu concorrente da Praça Barão, exibindo filmes até meados dos anos 90, quando era o único cinema da cidade. Uma de suas últimas grandes exibições foi o "Exterminador do Futuro 2", com Arnold Schazneiger, com todas as sessões lotadas.
Mas também teve o mesmo destino de outros tantos grandes cinemas do Brasil; serviu de sede para igrejas, e hoje, depois de seu tombamento pelo Patrimônio Histórico, resiste bravamente à ação do tempo na espera de uma solução por parte das autoridades ararenses.

 

O Santa Helena em meados da década de 30.

 


CINE ARARUNA
Inaugurado em 4 de junho de 1958, com o filme "Assim Caminha a Humanidade", o majestoso Cine Araruna foi construído para ser um dos maiores cinemas da região. Com capacidade para 1.100 pessoas, o imponente prédio situado na Praça Barão de Araras foi por muitos anos o "point" da juventude ararense. Suas linhas arrojadas, fugindo do convencional para a época, chocaram a cidade que criticou os arquitetos. Aquele maravilhoso mural de pastilhas coloridas, formando uma arara-canindé, pisos de granito polido com figuras geométricas em fitas de bronze e aquela rampa em espiral, dando acesso ao salão e à sala de espera, foram projetadas para serem reconhecidas anos depois.
Nos seus tempos áureos, o Araruna lotava sempre. Quando anunciava as superproduções, a propaganda era esmerada como nos grandes cinemas da Capital, como o "Moisés" de seis metros de altura montado na marquise da entrada ou o "Ben-Hur" de oito metros ao lado do luminoso do cinema. Na década de 60, o "Festival Tom & Jerry" às dez da manhã era lotação certa. Nas tardes de domingo, sempre havia matinée com os filmes de Mazzaropi que mereciam até cinco sessões. Já nos anos setenta, as matinées ficavam a cargo dos filmes dos Trapalhões e a fila dava voltas no quarteirão.
A partir dos anos 80 o Araruna entrou em decadência e oferecia, na sua maioria, filmes de pornô-chanchadas.
Sua última apresentação foi numa noite fria de 31 de outubro de 1989, quando uma platéia de menos de 30 pessoas assistiram "A Princesa Xuxa e os Trapalhões". Depois de servir por alguns anos de estacionamento, o grande Cine Araruna virou igreja.

 

Vista da loja Retalândia, local onde mais tarde seria as Casas Pernanbucanas

 

Vista da loja Casas Pernambucanas, onde mais tarde seria construído Cine Araruna

 

O Cine Araruna já abandonado em meados da década de 90.

 

O auge do Araruna. Foto de 1960.

 

Vista do hall de entrada e rampa de acesso.

 

Mosaico de pastilhas coloridas formando a arara.


CINE ENGENHO GRANDE
Podem acreditar: a cidade de Araras chegou a ter três cinemas! A terceira sala de projeções ararense foi construída na colônia da Usina São João, bem em frente ao Estádio Engenho Grande. Com o mesmo nome da praça esportiva, o Cine Engenho Grande servia às pessoas que viviam na Usina e funcionava somente nos finas de semana. Foi inaugurado em 1958, mesmo ano do Cine Araruna.
Assim com os outros dois cinemas de Araras, não resistiu à crise da sétima arte nos anos 80 e fechou suas portas. Mas seu prédio permanece intacto nos dias de hoje.


THEATRO APOLLO
Pouco conhecido pelos ararenses dos dias atuais, o magnífico Theatro Apollo foi construído em 1914 pela firma Antônio Eulálio & Cia. na Rua Tiradentes onde hoje se localiza (...). }Além de teatro, o Apollo abrigava cinema, salão de baile, pista de patinação, reuniões políticas e restaurante; possuía 400 cadeiras e 26 frisas e era dotado de ótima acústica e conforto para a época.
Suas dependências também foram sedes da Sociedade Dançante Recreativa Familiar 21 de Outubro (fundada pelo Maestro Francisco Paulo Russo e proporcionava aos sócios dança, jogos lícitos, festivais lítero-musicais etc) e do Centro Recreativo Operário 1º de Maio (que promovia festas e bailes).

Fachada do Theatro Apollo na Rua Tiradentes.


Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo
Inaugurado em 1991, o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer*, com 466 lugares em seu auditório principal e outros 126 lugares no auditório menor em seu subsolo. De 1995 à 2005, através da parceria com membros da Sociedade Civil de Apoio ao Teatro e a Secretaria de Estado da Cultura, o Teatro foi equipado com todas as instalações necessárias para os mais diversos eventos de manifestação cultural local, nacional e internacional. A partir de 2005, passou a ser administrado pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA).
* Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu em 1907 na cidade do Rio de Janeiro. Recebeu, em 1934, o diploma de Engenheiro Arquiteto pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida profissional em 1935, no escritório de Lúcio Costa, também no Rio, e lá conheceu Le Corbusier e Gustavo Capanema.


CASA DA CULTURA
A Casa da Cultura de Araras foi construída em 1898 por Victor Dubrugas para funcionar como cadeia e fórum. Tombado pelo patrimônio Artístico do Estado em 1977, esse prédio localizado no lado oposto da Praça Barão, foi reformado e adaptado para tal em 1982. Hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura, exposições e eventos culturais.

 


Igrejas:

 

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO

Imponente fachada da Igreja Matriz de Araras localizada na Praça Barão de Araras

A Igreja Matriz na década de 50
A Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio foi inaugurada em 1881 graças a Albino Alves Cardoso, genro do Alferes Franco que, em 1875, deixou para tal, em testamento um donativo de vinte contos de réis que iria, possibilitar a sua edificação. Essa igreja é uma réplica da Basílica de São João de Latrão, existente em Roma. O construtor foi o arquiteto Tristão Franklin de Alencar Lima e a diretoria das obras esteve a cargo do próprio José de Lacerda Guimarães cunhado de Albino Cardoso que faleceu sem ver sua sonhada Igreja Matriz concluída.

 

Matriz foi elevada à Basílica no Dia da Padroeira


Série de eventos começa 6 horas da manhã, deste domingo. Elevação está marcada para as 18 horas
Domingo, dia 15 de agosto de 2010, dia da padroeira de Araras, será marcado com a elevação da Igreja Matriz à categoria de Basílica Menor
Este domingo, dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira de Araras, vai ficar marcado na história do município. Será realizada a cerimônia em comemoração à elevação da Igreja Matriz à categoria de Basílica Menor.
Os preparativos para o grande evento já vêm sendo mobilizados há mais de um mês pelos católicos. Neste domingo, os festejos começam às 6 horas da manhã com a alvorada (queima de fogos), na sequência tem laudes e café da manhã, na Praça Barão de Araras em frente à igreja.
Missa realizada pelo Bispo da Diocese de Limeira, Dom Vilson Dias de Oliveira, realizada na quarta-feira (11)
Às 9 horas, acontece a solenidade de Nossa Senhora do Patrocínio, em seguida, procissão e coroação de Nossa Senhora, Padroeira de Araras, após os festejos ganham uma folga, retornando às 18 horas com a solenidade de instalação da Basílica, com Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo diocesano de Limeira.
O título de elevação de categoria à Basílica Menor foi concedido à Igreja Nossa Senhora do Patrocínio pela Santa Sé, no dia 3 de julho. Ele cabe aos templos católicos reconhecidos como monumentos históricos e artísticos, que se destacam pelo zelo à vida litúrgica e pastoral, e cujas celebrações recebam um grande número de fiéis.
Para conceder este título à igreja de Araras, o Vaticano analisou, entre outras coisas, fotos das celebrações ocorridas no templo e também a estrutura arquitetônica da igreja. A fachada da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio é réplica idêntica da Basílica de São João Latrão, em Roma.
No Brasil existem apenas 41 Basílicas Menores, 11 dessas localizadas no Estado de São Paulo.
Programação
Sábado (14)
06h30 – Laudes e missa, com Padre Benedito Zanóbia
11h30 – Missa, bênção dos trabalhadores, com Padre Pricílio Jerônimo
19h00 – Missa, com Padre Carlos Alberto da Rocha
Domingo (15) – Dia da Padroeira de Araras
06h00 – Alvorada
07h00 – Laudes
07h30 – Café da manhã
09h00 – Solenidade de Nossa Senhora do Patrocínio, em seguida procissão e coroação de Nossa Senhora, Padroeira de Araras, com Padre Vladimir Barbosa Hergert
18h00 – Solenidade de instalação da Basílica, com Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo diocesano de Limeira
Ederaldo Poy / Secom
O título foi concedido à Igreja Nossa Senhora do Patrocínio pela Santa Sé e é destinado a templos católicos reconhecidos como monumentos históricos e artísticos, que se destacam pelo zelo à vida litúrgica e pastoral, e cujas celebrações recebam um grande número de fiéis.
ENTENDA A HONRARIA
Basílica Menor é um título honorífico concedido pelo Papa a igrejas em diversos países do mundo consideradas importantes por diversos motivos, tais como: veneração que lhe devotam os cristãos, transcendência histórica e beleza artística de sua arquitetura e decoração.
De acordo com o site da Arquidiocese de Campinas, as condições atualmente exigidas para se obter o título de Basílica Menor são aquelas resultantes da atualização feita pela Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. “A Igreja para a qual se postula o título de Basílica Menor deve ser dedicada a Deus por ato litúrgico e sobressair-se na Diocese como centro de atuação litúrgica e pastoral, principalmente pela celebração à Santíssima Eucaristia, da Penitência e dos outros Sacramentos, e que seja um exemplo para as outras igrejas pela diligente preparação e execução dos ritos, pela observação fiel das normas litúrgicas e também com ativa participação do Povo de Deus”.
Só em Roma há 59 basílicas menores. Já no Brasil são 30. (MGC, com informações do site Basílica Nossa Senhora do Carmo, de Campinas-SP)

O QUE É UMA BASÍLICA?
Transcrevo um texto do Dr. Marcos R. Chaves, médico de Itatiba-SP e oblato beneditino, muito instruído nessa área e que nos assessora neste momento. Escreve ele:
“Basílica, no seu sentido primitivo, era, no Império Romano, um local grande, construído para uso público, onde se administrava a justiça. O imperador Constantino, convertido ao cristianismo, concedeu várias basílicas civis para exercício do culto. Assim, desde o século IV, passaram a ser chamadas as igrejas paleocristãs, ou seja, aquelas dos primeiros tempos do cristianismo. Em todo o território do Império começaram a ser erigidas igrejas no modelo das basílicas romanas, para reunião dos fiéis e celebrações dos mistérios sagrados.
O gênio dos arquitetos e artistas cristãos produziram, no decorrer dos séculos, templos notáveis, por seu decoro e beleza. Dentre todos, sempre se destacou a Arquibasílica do Santíssimo Salvador, tradicionalmente chamada de ‘São João de Latrão’, devido à devoção expressa a São João Batista e a São João Evangelista. Esta é a cátedra do Papa, a ‘cabeça e mãe de todas as igrejas do mundo’ (a arquitetura da Igreja de Araras tem sua inspiração nela). Depois dela vêm as outras Basílicas Maiores: São Pedro no Vaticano, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros, pertencentes de maneira particular ao Soberano Pontífice. A elas juntam-se as Basílicas Menores Patriarcais de: São Lourenço Extramuros, em Roma; São Francisco e Santa Maria dos Anjos (Porciúncula), em Assis. Com o tempo, desejando honrar as igrejas que devotavam à Cátedra de Pedro uma especial devoção e que eram modelo de vida litúrgica para outras igrejas, os papas passaram a condecorar estas igrejas com o título de ‘Basílica Menor’. Esta analogia não deve ser fictícia, mas expressar uma união mais íntima da Igreja agraciada com a Cátedra Romana de Pedro, ao passo que exige uma execução mais elaborada da liturgia romana.
Basílicas são, portanto, igrejas que se destacam das demais de seu mesmo grau e, por privilégio e singular distinção concedidos pelo Romano Pontífice, estão postas sob proteção apostólica.
A elevação de um templo à dignidade de Basílica Menor deverá empenhar todos os fiéis, clérigos e leigos, a corresponder a este título, testemunhando o seu amor filial ao Santo Padre e sua aproximação e submissão maior a Roma, numa vida verdadeiramente cristã. Assim sendo, será maior ainda a gratidão dos fiéis a Deus, que cumulou de tantas graças este templo, ele também agora dispensador das graças indulgências romanas. A maior riqueza e o maior privilégio das basílicas é justamente algo de valor espiritual imensurável: as indulgências e elas anexas. A Basílica é Roma na Diocese!”
BRASÃO


Nosso pároco Padre Vladimir (Barbosa Hergert), juntamente com D. Tânia e Maria Rosa, foi até Tiradentes-MG para conversar com o Sr. Alex, a respeito do brasão em pedra sabão que deve ser posto no frontispício da Igreja Matriz. O Sr. Alex é escultor e dono de um ateliê chamado “Casa da Pedra”. Tiveram a possibilidade de conhecer seu trabalho e de trocar idéias a respeito do nosso brasão. A obra foi encomendada e deve estar pronta no final de junho. No brasão estão duas ânforas, uma com gotas de vinho e outra com gotas de água, lembrando o primeiro milagre de Jesus, transformando água em vinho, nas Bodas de Cana. Neste episódio se fundamenta o título de “Patrocínio” dado à Nossa Senhora, pois foi ela quem patrocinou os noivos dizendo aos serviçais: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Aparece também as alianças do casamento e uma flor de liz, símbolo de Nossa Senhora. No alto está uma árvore, simbolizando a cidade de Araras, “Cidade das Árvores”. O brasão foi elaborado pelo Dr. Marcos Chaves, que conhece profundamente heráldica, a ciência que estuda brasões. Este brasão deverá ser colocado na frente da matriz e figurará nos vários símbolos da basílica, bem como em toda a documentação a ser expedida pela nossa secretaria.
Fonte: Jornal “Nossa Igreja Católica”

IGREJA DA IRMANDADE DE SÃO BENEDITO

 

A primeira Capela de Santa Cruz. Foto do início do século XX.
Mais conhecida como Capela de Santa Cruz, esta igreja foi construída sobre a antiga capela; daí seu apelido. A antiga capela é anterior à fundação de Araras. O local servia, antigamente, como paragem dos tropeiros que por aqui passavam. Com o passar do tempo, o local começou a ter seus primeiros moradores que acabaram por erigir a primeira capela da região.
Já em 1949, danificada pelo tempo, a antiga capela foi demolida para dar lugar à atual. Cinqüenta anos depois, devido a um forte temporal, o telhado da capela cedeu e nova reforma sucedeu.

SANTUÁRIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Localizado na Rua Nunes Machado, o Santuário foi fundado pelo salesiano Pe. João Crippa em 22 de junho de 1902. É a terceira igreja mais antiga de Araras.

 

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA


A Paróquia iniciou-se em 1965 com a vinda para Araras do Pe. Santo Marino (falecido). Mas antes disso as missas eram celebradas na área da Casa do Sr. Mario Rossini e de Dona Jandyra Tonetto Rossini, pais daquele que muitos anos depois viria a ser o atual Paroco desta Paróquia, Padre José Valter Rossini.
A Imagem original foi trazida de Aparecida do Norte por Padre Vitor Coelho de Almeida, famoso sacerdote de Aparecida nos anos 60 e foi uma grande festa a chegada da Imagem e de Padre Vitor, agora candidato a Santo nos processos realizados no Vaticano.
Diversos sacerdotes já passaram por aqui, como Pe. Nery, Pe. Eduardo, Pe. Navarro, Pe. José Rubens Butti, Pe. Renata França, Pe. Davi e agora já há 17 anos a frente da Paróquia o Pe. Rossini ordenado nesta mesma Igreja no dia 15 de Janeiro de 1982 por Dom Taricisio Ariovaldo Amaral primeiro Bispo da Diocese de Limeira que foi criada pela Bula "De Superna", em 1976.
Igreja com um estilo surpreendente, criada por um arquiteto espanhol que ainda reside em Poços de Caldas / MG, sugerida pelo Pe. Santo Marino, cujo estilo lembra para quem a vê de todos os ângulos o Manto de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do nosso Brasil.
Igreja vista por milhões de pessoas que passam diariamente pela famosa Rodovia Anhanguera que corta a cidade de Araras, é muito visitada e admirada, principalmente agora que colocamos vitrais novos coloridos e com temas religiosos Bíblicos, o que a tornou ainda mais atraente a turistas e fiéis.
Nossa Paróquia tem cerca de 15.000 (quinze mil) habitantes e cerca de 80% são católicos embora nem todos sejam de fato praticantes.
Temos diversas Pastorais e Movimentos que com seus trabalhos de evangelização enriquecem toda a Comunidade e as famílias de nossa Paróquia. Pe. Rossini também é sócio fundador da Rádio Católica Araras FM 107,7 desde 2003 e que divulga religião, boas músicas informações e divertimento para todos.

Paróquia Nossa Senhora de Fátima


A comunidade Nossa Senhora de Fátima deu inicio no ano de 1973 com uma área de terra de 5.976m² doados pela família José Félix Nunes para a prefeitura municipal e repassada para a Diocese de Limeira para construir a Matriz Nossa Senhora de Fátima do Jardim Fátima - Araras/SP. O Pe. Dorival Lanza deu inicio a organização da comunidade com a catequese e a construção da Igreja.
A comunidade cresceu juntamente com os bairros aos redores, o Pe. Lanza trouxe o Pe. Giordano Zem da Congregação Canossianas para continuar os trabalhos nessa comunidade, Pe. Giordano Zem chegou no ano de 1977, terminou a construção da Igreja no ano de 1984 e entregou a comunidade para a Matriz Nossa Senhora do Patrocínio onde o Pe. José Corrêa e o Pe. Hercílio Bertoline administraram durante 3 anos.


Em dezembro de 1987 pelo Decreto do Bispo Diocesano de Limeira Dom Fernando Legal, com território desmembrado da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, criou a Paróquia Nossa Senhora de Fátima. A sua instalação deu-se aos 09 de janeiro de 1988, juntamente com a posse do primeiro Pároco Pe. Priscilio Jeronymo.
Pe. Priscilio continuou os trabalhos da Paróquia, reformando o Salão Paroquial fez seis salas de catequese e criou duas comunidades: Sagrado Coração de Maria no ano de 1984 e São José Operário no ano de 1985, ficando até o ano de 1992. No dia 11 de abril de 1992 Dom Ercílio Turco, na época Bispo Diocesano de Limeira dá a possa ao 2º Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Pe. Benedito Tadeu Rosa.
A Paróquia Nossa Senhora de Fátima fica localizada na cidade de Araras, Estado de São Paulo, na Praça José Félix Nunes n.º 290, no bairro denominado Jardim Nossa Senhora de Fátima.

 


 

Festa das Árvores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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