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Sexta-feira
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atualização: 26/10
MARISOL - VAMOS INVADIR SUA
PRAIA
Giuliano Donini, herdeiro da Marisol, elege os biquínis
da grife Rosa Chá como trunfo para crescer na Europa e nos
Estados Unidos
Giuliano Donini, diretor de marketing e herdeiro da Marisol,
passou a última semana em Milão. O roteiro da viagem não
incluiu o teatro Scala ou qualquer outro ponto turístico da
bela cidade italiana. Boa parte do tempo foi gasta em
reuniões com interessados em abrir franquias de uma de suas
marcas, a Rosa Chá. Diante do grupo composto de 20
investidores – vindos de países como Portugal, Turquia,
França e da própria Itália –, Donini mais ouviu do que
falou. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos, há dois meses,
quando promoveu encontros semelhantes com empresários
radicados em Nova York e em Los Angeles. E isso deve se
repetir com freqüência até o final do ano. Afinal, a
prestigiosa grife de moda praia, fundada por Amir Slama e
comprada pela Marisol, vai capitanear a expansão
internacional da Marisol. A escolha da Rosa Chá não é fruto
do acaso. “Trata-se de um ícone que tem apelo suficiente
para seduzir as consumidoras da Europa e dos Estados
Unidos”, avalia Donini. A loja-teste, aberta em Miami em
2005, é um bom termômetro. “As vendas crescem em um nível
surpreendente”, diz ele sem, no entanto, revelar os
detalhes. “Ainda não definimos quantas unidades abriremos no
Exterior.” Mas não é apenas a praia dos “gringos” que a
Marisol pretende invadir.
Para alcançar o objetivo de dobrar de tamanho em quatro
anos, atingindo o faturamento de R$ 1 bilhão, a Marisol
precisará crescer, e muito, também no Brasil. Por aqui, a
meta é abrir 100 lojas das bandeiras Lilica Ripilica, Tigor
T. Tigre, One Store e Rosa Chá em Los Angeles. E isso deve
se repetir com freqüência até o final do ano. Afinal, a
prestigiosa grife de moda praia, fundada por Amir Slama e
comprada pela Marisol, vai capitanear a expansão
internacional da Marisol. A escolha da Rosa Chá não é fruto
do acaso. “Trata-se de um ícone que tem apelo suficiente
para seduzir as consumidoras da Europa e dos Estados
Unidos”, avalia Donini. A loja-teste,ríodo 2007-2010.
Dessas, cerca de 30 estamparão o logotipo da Rosa Chá na
fachada. Um investimento global de R$ 40 milhões, sem
incluir as despesas com o aluguel do ponto. Hoje, a rede é
composta por 164 pontos-de-venda. O empresário descarta a
possibilidade de banalizar suas marcas, por conta da
expansão em ritmo acelerado. “O Brasil é maior que o eixo
Rio-São Paulo. Nosso foco serão as cidades de porte médio do
interior e os pólos de desenvolvimento regional”, destaca.
Estratégia que na avaliação de Renato Prado, analista dos
segmentos de varejo e têxtil da Fator Corretora, parece
acertada. “O modelo de franquia reduz os riscos”, opina.
“Mas não blinda a empresa de problemas como o desaquecimento
da economia”, ressalta.
Donini volta seus olhos também para além das fronteiras
brasileiras. Hoje, Lilica e Tigor, destinadas ao público
infantil, já têm uma carreira de sucesso lá fora. São 20
lojas espalhadas pela Europa e pelo Oriente Médio. As
exportações colaboram com uma fatia de cerca de 10% das
receitas, estimadas em R$ 500 milhões para 2007. Com a Rosa
Chá, Donini espera consolidar a Marisol no segmento moda
praia, área na qual o Brasil já virou uma referência global.
A tarefa de montar uma rede de lojas exclusivas é vital para
que uma grife fora dos circuitos europeu e americano consiga
se diferenciar das demais e transmitir seus atributos às
potenciais consumidoras. “Marcas de prestígio garantem
margem de remuneração melhor”, avalia o consultor José
Lupoli Júnior, do Pró-Varejo da Universidade de São Paulo
(Provar- USP). É isso que está pautando a estratégia de
Donini no mundo da moda, seguindo a velha máxima segundo a
qual menos é quase sempre mais.
O DUPLO DE RALPH LAUREN
A Ralph Lauren deixou o país oficialmente em 2002 quando
faliu a holding Exxel, dona da empresa argentina
International Brand Group, que detinha o direito de explorar
a marca por aqui. Recentemente chegou a se divulgar uma loja
própria da grife. Seria uma parceria da JHSF com um grupo
italiano e ocuparia o antigo prédio no restaurante Fasano,
na rua Hadock Lobo, em São Paulo. Não rolou. A grife, no
entanto, está de volta há um ano, é vendida em 80
multimarcas e começa no próximo mês a ganhar lojas pelo
país.
Ralph I
Chega num conceito novo, chamado Double. O modelo foi
desenvolvido por Nabil Khaznadar, dono do direito de
distribuição da Ralph Lauren no país. Como o moço também
passou a representar a marca argentina La Martina - outra
que tem o pólo no DNA - ele vai juntar as duas num mesmo
espaço. A primeira loja com este conceito abre discretamente
no próximo mês, em Belo Horizonte, no Diamond Mall. E o
plano é abrir duas a cada semestre, nas capitais. A próxima
deve ser no Rio. Nabil vendeu há um mês sua rede de lojas
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